Há, no mundo, diferentes tipos de leishmanioses. No Brasil, existem atualmente dois tipos, o tegumento e o visceral, cada um transmitido por um protozoário diferente. A leishmaniose teguosa tem maior circulação na área rural, mata-se como ambientes. Além disso, ela não é letal e está relacionada com o surgimento de lesões na pele ou mucosa. O visceral, por sua vez, se não tratado adequadamente pode ser letal para o ser humano e para os cães, acometendo fígado, baço e medula óssea.

De acordo com o médico veterinário da Secretaria de Vigilância Sanitária em Saúde, do Ministério da Saúde, Lucas Edel Donato, o tratamento da leishmaniose teguar está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS), que conta com um elenco terapêutico para pessoas com a doença “. Atualmente, uma droga de uso oral foi incorporada, o Brasil é pioneiro na incorporação desse medicamento para tratamento de leishmaniose teguosa. Dependendo do perfil clínico do paciente, um tipo de medicamento será recomendado “, explica.

Em participação no programa do Ministério da Saúde Brasil Quer Saber, Donato esclarece que circulam no país, atualmente, três espécies de protozoários causadores de leishmaniose:” A primeira é a Leishmania braziliensis, que está presente em todas as unidades federativas e tem o maior número de notificações. Há também a Leishmania amazonensis, que também está presente em todos os estados brasileiros, e a Leishmania guyanensis, cuja notificação é restrita à ocorrência é mais frequente na região Norte “.

Sintomas

A leishmaniose tegumentar pode causar lesões cutâneas ou nas mucosas (oral, nasal ou genital) mucosas, a depender do tipo de espécie protozoária envolvida. A doença começa a se manifestar com essa lesão ulcerada, com borda elevada, que não causa dor. A leishmaniose visceral, por outro lado, apresenta febre irregular e prolongada, anemia, indisposição, palidez da pele ou membranas mucosas, falta de apetite, perda de peso e inchaço do abdômen devido ao aumento do fígado e do baço.

Diagnóstico

O diagnóstico utilizado e recomendado no Brasil para o tegumento de leishmaniose as leishmanioses é feito por meio de exame parasitológico direto, no qual se visualiza a presença do parasita específico que está causando a doença. Esse tipo de exame é importante para o descarte de outras doenças infecciosas que circulam no país com lesões semelhantes, a exemplo de sífilis e hanseníase. Para a leishmaniose visceral é disponibilizável o teste rápido que é um método não invasivo e de fácil manuseação.

Transmissão

A leishmaniose é uma doença vetorial, transmitida pela picada de um mosquito inseto infectado que se assemelha a um mosquito. Em todo o país, existem várias espécies do mosquito inseto responsável pela transmissão, que variam de acordo com a região. Geralmente, o mosquito inseto se infecta através de animais silvestres e, na picada, transmite esse parasita para as pessoas.

Prevenção

De acordo com Donato, para prevenir leishmanioses, recomenda-se que as pessoas que vivem ou trabalham em áreas de mata ou áreas rurais não se exponham nos planejamentos crepusculares (anoitecer ao amanhecer) e façam uso de costuras e calças de manga comprida, a fim de evitar o contato do mosquito inseto vetor com a pele. Para o controle de vetores, é possível uma manejo ambiental, como a limpeza do quintal onde os vetores costumam frequentar.

” Em situações específicas, os municípios também fazem o controle químico quando a transmissão ocorre em intradomicillium e peridomicillium. Se, após uma investigação, for observado que o mosquito inseto está circulando em uma residência, ele é pulverizado inseticida nas paredes e o mosquito inseto, ao pousar nos locais descolados, morre “, explica Donato.

Para conferir o episódio completo do programa O Brasil Quer Saber e saber mais sobre os Leishmanioses, acesse: Brasil Quer Saber

Com informações do Ministério da Saúde

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