O blog do Tá Contratado hoje fala da construção civil e da pandemia que vem preocupando a todos nós.

A construção civil na pandemia foi bastante impactada. Muitos canteiros ficaram paralisados por semanas, causando uma disrupção significativa no setor. Porém, os estragos não ficaram limitados apenas às empresas do setor. Eles se estendem a toda a cadeia de suprimentos, dificultando a logística e trazendo limitações mesmo com a retomada de muitas empresas no mercado.

O mercado de construção civil na pandemia teve seus momentos críticos, porém, a tendência é que o setor se normalize, trazendo novas oportunidades de negócio às construtoras. Ainda assim, é preciso entender mais a fundo como está a situação para se adaptar corretamente e trazer mais segurança às partes envolvidas nos processos.

Apesar do cenário crítico, existe um panorama bastante positivo para a construção civil na pandemia. Esse momento favoreceu a reflexão e análise do setor, conduzindo as empresas a otimizar seus processos.

Assim, muitas construtoras e incorporadoras passaram a dedicar seus esforços em atividades de suporte para comunidades carentes, auxiliando na reconstrução da sociedade em meio à pandemia. Esse cenário também possibilitou o desenvolvimento de novas soluções e sistemas construtivos. Assim, as empresas conseguiram otimizar sua agilidade e sustentabilidade ao implementar seus projetos.

Outro aspecto que foi bastante aprimorado no setor foi a digitalização. O cenário caótico da pandemia possibilitou que novas medidas fossem desenvolvidas para trazer soluções mais eficientes. Assim, o registro de imóveis para averbação passou a ser disponibilizado de forma totalmente remota e digital aos usuários, reduzindo o tempo de processamento e agilizando as demandas.

A pandemia de Covid-19 virou a sociedade do avesso, impondo uma série de desafios, entre os quais, a necessidade de adaptar-se a um novo normal. Com as construtoras, não foi diferente. O novo coronavírus exigiu respostas rápidas, mudanças de processos e monitoramento dos trabalhadores. O objetivo é manter a produtividade e o andamento das obras, sem abrir mão da segurança das pessoas.

Uma pandemia nos canteiros.

Itens como álcool em gel e máscaras faciais, assim como a higienização de ambientes e de equipamentos em intervalos menores de tempo, foram práticas que se tornaram rotineiras nos últimos meses.

Pesquisas realizadas entre as empresas do setor indicam que, de modo geral, essas ações têm surtido efeito.

Em São Paulo, as últimas pesquisas detectaram baixos percentuais de contágio nas obras. Em junho, por exemplo, a sondagem mostrou que 2,5% dos trabalhadores foram afastados por suspeita de contaminação pelo novo coronavírus e apenas em 0,9% deles a doença foi confirmada. O estudo vem sendo realizado periodicamente pelo SindusCon-SP e pelo Seconci-SP.

Outros dados relacionados à Covid-19 nos canteiros foram levantados pela Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias). O estudo, que envolveu quarenta das maiores incorporadoras do país, detectou que em um universo de quase 68 mil funcionários ativos, a taxa de casos suspeitos foi de 0,4% e de infectados (com teste de Covid-19 positivo) de 0,2%. Esses dados referem-se à primeira semana de outubro de 2020.

Higiene e distanciamento.

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), em conjunto com centrais sindicais, elaborou uma lista de recomendações para o enfrentamento do novo coronavírus nos canteiros. A expectativa é a de que muitas dessas práticas em curso sejam incorporadas de forma definitiva, permanecendo mesmo com o fim da pandemia.

Entre essas ações, destacam-se:

  • Disponibilização de itens como álcool em gel e lavatórios com água e sabão;
  • Higienização de ambientes e equipamentos em intervalos de tempo menores;
  • Mudança nos turnos e horários de refeição para evitar aglomerações;
  • Home office total ou parcial para as pessoas que não trabalham em atividades de produção;
  • Higienização de todas as ferramentas, máquinas e equipamentos de uso manual, antes e durante a execução dos trabalhos;
  • Orientação dos trabalhadores sobre práticas de prevenção, em especial sobre o uso do álcool em gel no início dos trabalhos e, pelo menos, a cada duas horas;
  • Manutenção de ambientes ventilados, com a retirada de barreiras que impeçam a circulação de ar;
  • Restrição da entrada e circulação de pessoas que não trabalham no canteiro, especialmente fornecedores de materiais;
  • Afastamento imediato, com encaminhamento ao serviço médico, de pessoas com sintomas da doença;
  • Redução do número de pessoas que utilizam o transporte vertical simultaneamente. A recomendação é limitar o número de usuários trafegando nos elevadores fechados e nas cremalheiras.

Durante a pandemia de Covid-19, algumas construtoras adotaram medidas adicionais em seus canteiros, como a medição da temperatura corporal a laser de todos os trabalhadores a cada turno, e a aquisição de testes rápidos de sorologia.

A importância de evitar novos surtos

A gravidade da pandemia exige uma vigilância permanente nos canteiros para evitar que surtos de Covid-19 coloquem em risco a saúde das pessoas e o andamento das obras. Isso vale especialmente para o uso correto das máscaras de proteção facial, para a higienização constante das mãos e dos equipamentos de proteção individual, e para o distanciamento entre os trabalhadores nas obras e nas áreas de vivência.

Como empresas do segmento estão dando a volta por cima?

O setor de construção civil é visto como uma máquina propulsora para a economia no país. Por isso, as empresas desse ramo estão desenvolvendo estratégias bastante eficientes para conseguirem se reerguer e retomar o ritmo. Além das medidas de segurança, as organizações estão adotando novas abordagens para suprir suas demandas sem comprometer a segurança das pessoas.

A construção offsite, por exemplo, é um método construtivo desenvolvido fora do canteiro. Assim as peças são pré-fabricadas e enviadas prontas para as obras, otimizando a velocidade de montagem e garantindo um resultado similar às construções convencionais. Outra estratégia muito utilizada pelas empresas é a locação de máquinas e equipamentos, que permite reduzir gastos e melhorar o desempenho no canteiro.

Temos também a adesão ao home office, que permite continuar as atividades administrativas do negócio normalmente e garantir maior proteção às pessoas. Ainda que o mercado não tenha voltado à sua rotina, a adaptação na construção civil tem trazido grandes oportunidades de negócio.

A ausência nos ambientes digitais era um problema bastante recorrente no pré-pandemia. Por isso, a adoção de canais de comunicação adequados aos meios é, sem sombra de dúvidas, fundamental para impulsionar as empresas do setor. A tecnologia consolidou a sua importância como uma grande aliada das empresas desse segmento, auxiliando em diferentes níveis.

Quando comparado aos profissionais da saúde, que apresentam o maior risco de contágio dentre as ocupações, percebe-se que a vulnerabilidade do setor da construção está relacionada mais à proximidade física durante o trabalho. Assim, cabe o questionamento sobre a eficácia das medidas de higiene, limpeza e de evitar aglomerações nos canteiros de obra, que vêm sendo defendidas pelas entidades patronais, empresas e até mesmo governantes.

A realidade das pequenas e médias empresas do setor, que operam com um alto número de profissionais autônomos, e mesmo das grandes empresas, onde o nível de subcontratação é muito elevado, torna extremamente difícil um controle rigoroso das medidas adotadas, tornando pouco provável que os espaços e instrumentos de trabalho estejam sendo higienizados adequadamente e que a concentração de trabalhadores numa mesma frente esteja sendo evitada, de modo a garantir a segurança dos operários. Poucas empresas do setor têm ainda condições de controlar a presença de profissionais doentes ou infectados sem sintomas.

Além dos fatores de risco ligados à proximidade física dos operários em meio a pandemia de COVID-19, dados da RAIS (2018), sistematizados pelo Observatório das Metrópoles, indicam que o setor da construção civil está entre os cinco ramos de atividades econômicas que apresentam o maior percentual de afastamento do trabalho por motivo de doença, no Brasil. Dois dos três ramos relacionados ao setor da construção são responsáveis, respectivamente, por 14% e 13,5% dos afastamentos, na soma dos motivos “doença/acidentes no trabalho”: os ramos da construção de edifícios e dos serviços especializados para a construção.

Estudos anteriores também apontavam que a exposição dos trabalhadores do setor da construção nas tarefas desenvolvidas no canteiro de obras oferece riscos elevados para o desenvolvimento de doenças respiratórias, o que indicaria possibilidades de comorbidade elevadas. Atividades como lixamento de concreto, quebra de pisos, corte de granito e operações de transporte de solo e cal são listadas em estudos científicos dentre as mais arriscadas para a saúde devido à presença de compostos químicos perigosos em dispersão no ar. Antes mesmo da pandemia, tais estudos apontavam para a necessidade de medidas mais rígidas de proteção da saúde dos trabalhadores em empresas do setor.

Seguir as normas de segurança estabelecidas pela OMS também é crucial para fechar contratos em meio à pandemia. Por isso, a construção civil na pandemia requer o dobro de esforços para assegurar a competitividade das empresas e trazer bons resultados.

A pandemia global da COVID-19 impôs um grande desafio às sociedades. Além da crise sanitária, a pandemia tem sido o estopim da maior crise econômica já vivida por esta geração, perfilando-se como a maior crise econômica mundial da história do capitalismo. Essas crises se articulam com a crise climática que provoca a destruição do meio ambiente. Neste contexto, as diferentes forças organizadas da sociedade têm sido demandadas a dar uma resposta que promova o resguardo dos seus interesses.

Estamos tendo que nos adaptar ao novo normal e diante disso novas ideias precisam ser colocadas em prática.

Vale a pena sempre lembrar que, toda crise é passageira e devemos tentar nos mantermos firmes e fortes na medida possível, para que possamos aproveitar a retomada da economia.

A plataforma de divulgação de prestadores de serviços Tá Contratado tem uma grande afinidade com a construção civil, podendo agregar muitos prestadores de serviços que podem fazer seus anúncios e serem divulgados pela plataforma, aumentando a exposição de sua imagem, possibilitando serem contratados, mesmo na crise.

Quem presta serviços, faz mais que serviços, faz amigos!

Equipe Tá Contratado.

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