A prestação de serviços é um ramo de trabalho enorme no Brasil, configurando um setor inteiro que movimenta a maior fatia do PIB nacional. Ela é realizada por pessoas físicas, profissionais liberais e autônomos, bem como empresas de todos os portes.

É por isso que a competitividade nesse setor é altíssima.

Para você ter ideia, a prestação de serviços representa incríveis 72,8% do PIB do Brasil, de acordo com dados do IBGE publicados pela Folha, referentes ao primeiro trimestre de 2021.

Destacar-se, portanto, é uma questão que vai muito além da qualidade dos serviços prestados.

Na verdade, é uma união de fatores, entre eles a inovação, a tecnologia e a gestão do negócio.

Você quer que seu negócio seja bem-sucedido no setor de prestação de serviços? Então esse texto é para você!

Neste guia completo, exploramos tudo sobre o assunto, do conceito, tipos de contratos que podem ser firmados, até os desafios e as dicas para melhor gerenciar o seu negócio.

O que é prestação de serviços?

A prestação de serviços é uma forma de troca de um recurso intangível, como um conhecimento específico ou habilidade, por alguma compensação.

No mundo dos negócios, a prestação de serviços é a troca de um serviço por um pagamento ou ativo financeiro.

Acontece em todos os lugares e é mais frequente do que você possa imaginar: médicos, dentistas, advogados, fotógrafos, barbeiros, cabeleireiras, taxistas… Enfim, exemplos de prestadores de serviços não faltam.

Pode-se dizer que existem dois tipos principais de prestação de serviços:

  • Prestadores de Serviços Fixos: possuem um escritório, sala ou sede, e fornecem serviços específicos. Um exemplo são os médicos, massagistas, professores de ioga e aeróbica, etc.
  • Prestadores de Serviços contratados: são profissionais ou empresas que prestam serviços de acordo com um contrato de serviço firmado. É o caso de construtoras ou empreiteiras, seguranças, etc.

Qual é o cenário nacional da prestação de serviços hoje?

O setor de prestação de serviços no Brasil é um dos pilares da economia do país e um dos maiores geradores de empregos.

Há um bom tempo que o setor é líder na geração de empregos.

Em junho de 2021, de acordo com dados do Caged publicados pelo G1, empresas de serviços criaram mais de 125 mil novos postos.

Em comparação, o comércio e a indústria em geral geraram bem menos no mesmo período (72 mil e 50 mil, respectivamente).

Além disso, de acordo com o Painel de Empresas do Sebrae, existem mais de 8,6 milhões de negócios no setor de serviços. Os dados são de maio de 2020, mas não estão longe da realidade atual.

Além disso, mais de 10 milhões dessas organizações são MEIs ou microempresas.

Uma prova de que a base da economia brasileira é consolidada no setor de serviços e sustentada pelas micro e pequenas empresas.

O que diferencia a prestação de serviços da venda de produtos?

A prestação de serviços é um setor por si só, pois sua atividade principal é muito diferente de outras. Um exemplo é a venda de produtos.

Afinal, porque a comercialização de mercadorias não é um tipo de prestação de serviços? Confira:

Propriedade

Na prestação de serviços, não existe a troca de propriedade. Mesmo se o serviço envolva algum produto (como um carro), sua posse não é repassada ao cliente.

É por isso que a locadora de carros presta serviços, enquanto uma concessionária ocupa-se da venda dos carros.

Tangibilidade

Enquanto o produto tem seu custo (também) baseado em sua tangibilidade, os serviços são intangíveis.

Ou seja, seu custo é baseado em outros fatores, como a experiência de quem o está realizando, o esforço e tempo investidos, entre outros fatores.

Perecibilidade

A prestação de serviços não sofre com a perecibilidade, ou seja a validade comum a vários tipos de produtos.

Inseparabilidade

A inseparabilidade é uma característica muito comum da prestação de serviços, que normalmente são realizados na presença ou diante da anuência do cliente.

É diferente da produção de mercadorias, que é realizada em fábricas e conta com todo um esquema de logística, da extração da matéria-prima até a venda.

Desafios da prestação de serviços

Parte de um mercado tão amplo, as empresas prestadoras de serviços enfrentam desafios próprios do setor. Afinal, a competitividade é extremamente acirrada — e cada vez maior.

Entre os principais desafios desse tipo de negócio, podemos destacar:

Dúvidas na precificação

A precificação de serviços é uma das principais dificuldades dos prestadores de todo país.

Veja bem: uma coisa é definir o preço de um produto, um bem tangível e que pode ser mensurado de diversas formas.

Em um produto, a matéria-prima tem um valor (em relação ao seu peso, tamanho ou volume), bem como a hora da mão de obra empregada em seu processamento e a logística — do ponto de extração até a prateleira da loja.

Além disso, há toda questão do armazenamento, do giro de estoque e da perecibilidade.

Já para um serviço, a precificação toma um rumo completamente diferente: falamos de algo intangível.

É baseado na experiência do prestador ou da empresa, dependendo do seu nível de desempenho, das horas empregadas, entre outros fatores.

Produtividade instável

Como um prestador de serviços depende da demanda, sua produtividade pode ser instável.

É o caso de prestadores de serviços de construção civil, por exemplo. Em épocas de chuva, a maioria das obras para boa parte das suas atividades, visto que é impossível manipular os materiais e dar sequência à construção.

Esse fator exige que os prestadores de serviços tenham muito mais atenção à sua organização financeira.

Variações na receita mensal

E claro, com uma produtividade instável, as próprias receitas costumam variar bastante. É algo comum para empreendimentos que recém começaram no mercado.

Uma das soluções é trabalhar muito bem o planejamento financeiro e o plano de negócios, de modo a contar com capital necessário para segurar o caixa nesse período.

Custos com equipe

Na área de prestação de serviços, os custos com a equipe fazem toda a diferença na qualidade da entrega e na sua remuneração.

É diferente de muitas empresas, que possuem processos de fabricação estabelecidos, facilitando a troca de funcionários quando necessário.

Além disso, em uma empresa que presta serviços, a terceirização costuma ser uma saída bastante utilizada.

Demanda imprevisível

Por fim, vale mencionar que no setor de serviços, o empreendedor tem uma previsibilidade de demanda muito menor e mais instável que outros segmentos.

Afinal, serviços são requisitados apenas sob demanda.

Por isso, diante de qualquer condição adversa ou crise econômica, a demanda costuma sofrer o primeiro baque.

Ao gestor do negócio, resta realizar uma boa gestão financeira e controle de caixa.

O conhecimento de todos os indicadores do negócio e também do mercado pode melhorar as projeções financeiras para os próximos meses, permitindo melhor ajuste das finanças.

O que é um contrato de prestação de serviços?

Uma das formas de realizar a prestação de um serviço é sob um contrato que resguarda os direitos de ambas as partes, bem como define responsabilidades, remuneração (e bônus, caso incidir) e possíveis multas e sanções.

Em uma relação trabalhista convencional, existem diferentes tipos de contratos. Você conhece todos?

A diferença primordial entre eles é o regime de contratação.

Ou seja, uma empresa pode contratar um funcionário CLT que lhe irá prestar um serviço, mas será dentro das normas da convenção das leis do trabalho.

Já a mesma empresa pode terceirizar a realização desse serviço com um prestador que é MEI. A relação entre contratante e contratado será definida em contrato.

Porém, esses são apenas 2 exemplos. A seguir, vamos te mostrar as diferentes possibilidades de contratação. Confira!

Regimes de contratação de prestação de serviços

A verdade é que existem diversos regimes de contratação de prestação de serviços, cada um com sua especificidade. Montamos uma lista com os principais, para facilitar seu entendimento, veja só:

CLT

O contrato de prestação de serviços pela CLT é regido pelas leis do trabalho. Trata-se da contratação mais “convencional” do mercado, que deve ser feita apenas com pessoas físicas.

Ao se tornar um funcionário CLT, a pessoa deve ter sua carteira de trabalho assinada pela organização, bem como receber salário fixo, benefícios e demais encargos trabalhistas.

No caso, falamos de férias, 13º salário, FGTS, Vale-Transporte, Vale-Alimentação, Licença Maternidade, etc.

Porém, o funcionário CLT deve cumprir sua carga horária e ser subordinado ao empregador, bem como terá seus benefícios (ou uma parte deles) descontados do seu salário.

Pessoa Jurídica

Um dos regimes mais comuns de contratação de prestadores de serviços, o funcionário PJ é considerado como uma empresa — seja um MEI ou ME.

No caso, a empresa age como se contratasse outra empresa para realização de um serviço. Por isso, não precisa arcar com todos os deveres e direitos da CLT.

Normalmente, o pagamento do prestador de serviço é maior, já que não há necessidade de descontar os benefícios.

Além disso, ele pode prestar serviços para mais de uma empresa e sua carga horária não é fixa. E os valores são debitados apenas com emissão de nota fiscal.

Temporário

Já o contrato de prestação de serviços temporário também deve ser aplicado apenas para contratação de pessoas físicas.

É normalmente utilizado por empresas com períodos de alta demanda, como comércios litorâneos.

Nesse caso, o funcionário temporário terá alguns direitos reservados à CLT, como jornada diária de 8 horas, férias proporcionais, folga semanal, adicional noturno, entre outros.

Em contrato, o trabalho temporário não deve exceder 180 dias, mas pode ser prorrogado por mais 90 dias, sendo consecutivos ou não.

Freelancer

Já o freelancer é o trabalhador liberal, que é contratado para prestar serviços pontuais, sob demanda.

Ainda há muita informalidade no mercado freelancer, mas há um movimento de profissionalização dos freelancers, que estão formalizando seus negócios (geralmente, como MEIs) e exigindo contratos para a prestação de serviços.

Terceirização

Já a terceirização é quando uma empresa contrata outra empresa para se encarregar totalmente de um serviço ou função.

É semelhante ao contrato da pessoa jurídica, um contrato simples de prestação de serviços.

Antes da Reforma Trabalhista de 2017, a terceirização referia-se apenas à contratação de uma organização especializada em uma atividade secundária do seu negócio. Hoje, já é possível terceirizar as atividades-fim.

6 Dicas para profissionalizar sua prestação de serviços

Profissionalizar a prestação de serviços é muito importante para uma empresa que pretende crescer.

As pessoas costumam confiar mais nas empresas organizadas, com processos definidos e documentos que seguem a legislação.

Algumas medidas simples, como a criação de canais de atendimento e o uso de plataformas ágeis, ajudam a criar uma boa reputação para o negócio, gerar credibilidade e conquistar mais clientes.

Quer saber mais sobre o assunto? Confira as dicas a seguir!

1. Tenha um sistema de gestão

Adquira um sistema para gerir os contratos, dados financeiros e demais informações de sua empresa. Ele ajuda você a profissionalizar a prestação de serviços e organizar os documentos da companhia.

A ferramenta contribui para você cumprir com as exigências da legislação e evitar problemas com o Fisco, oriundos de erros no pagamento de impostos.

Ela também favorece o planejamento do negócio em longo prazo, auxiliando na visualização do número de vendas e estratégias que geraram mais resultados.

O sistema de gestão ainda consegue se integrar às máquinas inteligentes para pagamento com cartão, gerando um verdadeiro controle da empresa.

A mobilidade e flexibilidade é outra vantagem desse modelo de solução.

Você pode atender ao cliente em qualquer lugar e usar a internet para efetivar os pagamentos, acessar os dados na nuvem e conferir os produtos disponíveis.

2. Crie uma papelaria bonita

O cartão de visita é, muitas vezes, o primeiro contato que o cliente tem com a empresa. Ele ajuda a deixar essa comunicação mais profissional, pois identifica nome da instituição, endereço, site e telefone.

O documento é muito útil em reuniões de negócios, eventos e palestras.

É sempre importante levar o material junto a você, para poder distribui-lo às pessoas que estiverem no local.

Por isso, também é necessário utilizar uma papelaria bonita, com boa diagramação e impressão em gráfica.

Isso ajuda a manter a qualidade do produto que será a sua “porta de entrada” para muitos negócios.

Além dele, você pode preparar um folder explicativo sobre a empresa e uma promoção de vendas ou campanha específica que esteja oferecendo no momento.

Essa também é uma maneira de fazer a sua empresa ser lembrada depois.

3. Marque presença na internet

Crie uma presença ativa no mundo virtual. A tecnologia trouxe mais facilidade para as pessoas, que utilizam os sites de busca e as redes sociais para encontrar um prestador de serviço.

Portanto, você deve criar um site para a sua empresa. Ele deve conter a história do negócio, serviços realizados, clientes atendidos e canais de contato.

Dê preferência para o uso de um domínio próprio “.com.br” ou “.com”, pois isso transmite mais credibilidade.

Se você vende produtos online, também é essencial ter um certificado SSL em sua página.

Ele protege os dados pessoais e bancários dos clientes, o que dá mais segurança para eles efetivarem a compra.

O site também deve ser responsivo (que se adapta ao tamanho da tela do usuário). Essa medida, junto às técnicas de SEO (Search Engine Optimization), contribui para a sua página aparecer entre as primeiras indicações das ferramentas de pesquisa.

Também é recomendável criar uma página nas redes sociais, como Facebook e Instagram, para promover os seus serviços e lançar campanhas.

Essas mídias permitem a criação de publicações gratuitas e pagas para atrair a atenção do público-alvo.

Você ainda pode criar um WhatsApp para negócios. Esse formato do aplicativo é direcionado para empresas, permitindo a identificação dos dados como website, endereço e descrição do negócio.

A ferramenta também disponibiliza a criação de respostas rápidas, para não deixar o cliente esperando muito tempo.

4. Ofereça um canal de comunicação

Criar ferramentas para facilitar o contato com os clientes também faz parte da estratégia para profissionalizar a prestação de serviços.

Você deve fazer um e-mail profissional, utilizando o nome da empresa.

Afinal, o consumidor terá muito mais confiança em um negócio que responde perguntas com o endereço [email protected] do que [email protected]

Mais uma vez, o WhatsApp para negócios integra um papel importante como ferramenta de comunicação da companhia.

Aliás, o aplicativo para troca de mensagens já é utilizado por dois bilhões de pessoas no mundo. Esse dado, por si só, já mostra a sua relevância, não é mesmo?

5. Aceite diversos meios de pagamento

Outra medida que ajuda você a profissionalizar a prestação de serviços é a disponibilização de diferentes formas de pagamento.

Em vez de aceitar apenas débito em conta ou dinheiro, você pode usar sistemas como paypal, boletos bancários e cartões de crédito.

Essa prática cria mais oportunidades para o cliente escolher a melhor opção para ele, gerando um aumento nas vendas.

Isso também transmite mais credibilidade para o negócio e segurança para o consumidor, pois ele faz um registro oficial sobre a aquisição.

Para tanto, você pode utilizar um sistema integrado com pagamentos.

Ele facilita o acompanhamento das informações, gera mais oportunidades de ganhos e integra os valores pagos à nota fiscal.

6. Organize o seu ambiente de trabalho

Procure organizar o seu espaço de atividade para evitar distrações e perda de tempo. Se você trabalha em casa, separe um ambiente para instalar o seu escritório.

Use mesa e cadeiras adequadas para a sua função, a fim de gerar mais conforto e garantir a sua produtividade.

Deixe o local sempre pronto para o caso de você precisar realizar reuniões, mesmo que online.

Livre-se do excesso de papel, organize as gavetas e tenha um cesto de lixo por perto para sempre deixar o ambiente limpo.

Evite o armazenamento de documentos impressos, pois hoje já existem recursos para arquivar as notas fiscais na nuvem.

Assim, você pode visualizar os documentos de qualquer lugar com acesso à internet e evita o acúmulo de pastas em suas prateleiras.

Prestação de serviços: Maiores dúvidas

Saiba o que mais é perguntado quando o assunto é Prestação de Serviços

Quais os direitos dos prestadores de serviços?

Os direitos do prestador de serviços são definidos no contrato de prestação assinado pelas duas partes. Eles podem ser:

  • Escolher a duração do contrato;
  • Definir períodos de interrupção;
  • Escolher uma forma e um prazo para o pagamento;
  • Definir condições para revisão dos valores de pagamento;
  • Definir uma remuneração pelo serviço, seja por hora ou um valor total.

Quem pode fazer contrato de prestação de serviços?

O contrato de prestação de serviços deve ser elaborado pelo contratante, seja pessoa física ou pessoa jurídica. No caso das empresas, é o departamento pessoal quem deve criá-lo, garantindo que não existam erros.

 


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